quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Trens do Metrô de SP colidem durante a madrugada

Duas composições da Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) colidiram na madrugada de ontem entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana, de acordo com informações da Assessoria de Imprensa da empresa. Os trens circulavam sem passageiros, apenas com os condutores, quando houve o abalroamento entre eles, segundo a Companhia do Metropolitano (Metrô). As composições, que estavam manobrando entre as estações citadas, chocaram-se após o encerramento da operação comercial. Elas foram recolhidas para manutenção com danos leves. O Metrô funcionou normalmente ontem, de acordo com nota da empresa, que está apurando as causas do acidente.

Fonte: R7

Em menos de 32 horas, o metrô de São Paulo registrou duas falhas graves, colocando em xeque seu sistema de segurança. Na madrugada de 4ª feira (25), uma colisão inédita entre dois trens deixou um operador ferido. Já na tarde desta quinta (26), uma composição apresentou defeitos na sinalização e circulou, lotada, com as portas abertas. O choque aconteceu entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana, da linha 1-Azul, 33 minutos depois de encerrada a operação, que durante a semana vai até a 0h20. Segundo o Metrô, os condutores manobravam manualmente os trens. Uma das composições estava parada num local chamado tecnicamente de X, por ser a transposição entre os trilhos das linhas 2-Verde e 1-Azul. O condutor do segundo trem vinha da Estação Jabaquara, com destino à Linha Verde, numa velocidade de 20 km/h, quando colidiu contra o trem parado na área de manobra. Ele sofreu ferimentos em uma das pernas e foi conduzido a um hospital. O trem que estava em movimento é uma das oito novas composições que entraram em operação neste ano na Linha Verde. O problema foi registrado inicialmente no trem 213, que já estava em circulação. Funcionários do Metrô relatam também uma ocorrência de fusão do motor durante a operação. A companhia afirmou que o acidente de ontem, com a composição 214, não foi provocada por defeitos no trem e que não tem relação com a falha constatada nos eixos, que já teriam sido solucionadas. Segundo um engenheiro do setor de manutenção do Metrô, os trens que colidiram estavam operando no sistema manual, o que significa dizer que a velocidade e as paradas eram determinadas pelos condutores de acordo com as orientações dos funcionários da central de operação. "Ou o operador não seguiu as instruções corretamente ou ele recebeu alguma informação errada da central. Ainda não dá para saber", disse o funcionário, com a condição de não ser identificado.

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