Há 50 anos, já existia empurra-empurra nos trens urbanos e nos bondes. Não era muito diferente do que se está acostumado a ver, hoje, nas estações do metrô. Gente a caminho do trabalho, do comércio, da escola. O transporte é o primeiro passo para que as atividades sejam realizadas em uma grande cidade. O metrô do Rio tem 37 quilômetros de extensão, divididos em dois trechos. A Linha 1, vai da Tijuca a Copacabana, e a Linha 2, da Pavuna ao Estácio. Desde 1998, a operação e a manutenção do sistema, com 33 estações, foram concedidas à iniciativa privada. A segunda rede mais extensa do Brasil, atrás apenas de São Paulo, não contempla bairros importantes como Gávea, Leblon e Barra da Tijuca, para onde foram criadas extensões por ônibus. Quase 50 anos depois dos primeiros estudos, o metrô, finalmente, está chegando a Ipanema. A estação General Osório será inaugurada no dia 21 de dezembro. Durante as primeiras décadas do contrato de concessão do serviço, o estado era o único responsável pela expansão da rede e pela compra de trens. A última aquisição foi feita em 1998. Hoje, a empresa manobra com a frota de 33 trens para atender a uma demanda crescente. O número de passageiros passou de 328 mil por dia, em 98, para os atuais 550 mil. Quem opta pelo metrô está contando com um transporte rápido e pontual. Mas, nos últimos meses os passageiros têm reclamado de atrasos, problemas mecânicos e superlotação. A situação fica mais complicada nos horários de pico: no começo da manhã e no fim de tarde, quando todas as composições estão circulando. A estação Estácio, local de baldeação entre as linhas 1 e 2, é o maior gargalo do sistema, conforme admite o próprio Metrô. O Estácio é a última estação da Linha 2. Só que 85% dos passageiros que viajam nela, todos os dias, querem seguir em direção ao Centro e a Botafogo. Só que, para isso, eles precisam desembarcar e disputar um lugar nos trens da Linha 1, que já vêm ocupados pelos passageiros embarcados na Tijuca e que também seguem para o Centro. Resultado: a capacidade dos vagões não comporta tanta gente. “Outro dia teve que fechar a porta de entrada da estação por 15 minutos para o pessoal poder entrar. É que precisava esvaziar lá embaixo, na plataforma”, conta um passageiro. A equipe de reportagem do Globo Comunidade tentou fazer a viagem na hora do rush, mas, por motivos de segurança, não foi autorizada. E mesmo fora do horário crítico, flagramos o aperto. A construção Linha 1A é considerada estratégica, pois vai acabar com a baldeação. Um viaduto faz a ligação entre as estações São Cristóvão e Cidade Nova, que deve ficar pronta em março de 2010. De lá, os trens da Linha 2 seguirão para a Central, a partir de onde passam a circular nos mesmos trilhos da Linha 1, até Botafogo. Com essa manobra, serão oferecidos mais 200 mil lugares e o tempo de viagem, entre Pavuna e Centro, deve diminuir em 13 minutos. O intervalo dos trens também fica menor. Essa é uma das primeiras obras realizadas pela concessionária Metrô Rio desde que houve a renovação do contrato de concessão, em 2007, permitindo que a empresa assumisse projetos de expansão da malha, com autorização do estado. Ao todo, 19 trens novos foram comprados, mas eles só devem começar a chegar em 2011. Na segunda-feira, foi inaugurado o novo Centro de Controle de Tráfego, que vai monitorar 800 viagens diárias. Até 2014, ano da Copa do Mundo do Brasil, deve ser inaugurada a estação Uruguai, na Tijuca. Com tudo isso, a empresa espera dobrar o número de passageiros, chegando a 1,1 milhão de pessoas transportadas por dia, com 37 quilômetros de malha ferroviária dividida em duas linhas. O número ainda fica bem abaixo dos 2 milhões de pessoas transportadas no metrô de São Paulo, que tem uma malha ferroviária de 61,3 quilômetros, dividida em cinco linhas, e nem se compara aos 3,9 milhões de passageiros que usam o metrô da Cidade do México, que tem 177 quilômetros de malha ferroviária, dividida em 11 linhas. No Rio outros dois projetos são aguardados, com grande expectativa: o da Linha 4, que vai levar o metrô à Barra da Tijuca, e o da Linha 3, que vai chegar até Niterói e São Gonçalo.
Fonte: RJTV - Rede Globo
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