Em mais uma ofensiva contra os trabalhadores, a direção do Metrô Rio demitiu um diretor do Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro (SIMERJ) simplesmente por ele ter acompanhado uma comitiva composta pelo deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ), pelo Crea e pelo Promotor de Justiça Carlos Andresano Moreira em vistoria para averiguação da Nova Linha 2.A Fenametro tem tentado, sem sucesso, um contato com a direção da empresa para questionar a demissão.Desde que foi inaugurada, em 22 de dezembro de 2009, a conexão entre as linhas 1 e 2 (a Nova Linha 2) está operando com diversos problemas. Apesar das orientações de técnicos metroviários de que o sistema iria piorar feitas pelo SIMERJ, o governo do Estado autorizou, no fim de 2007, a construção da obra pela concessionária, que, em troca, ganhou mais 20 anos de concessão.O caos se instalou, porque com o aumento do trecho sem que novas composições fossem adquiridas, o intervalo entre as composições aumentou cerca de 50% (mais de 4 minutos), diminuindo a oferta e prejudicando os usuários, que têm que viajar sem nenhum conforto. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro já instaurou inquérito para averiguações e a Assembleia Legislativa, por intermédio do deputado Molon, acaba de autorizar uma Comissão Parlamentar de Inquérito do sistema metro-ferroviário. Em defesa da população usuária, e dos trabalhadores do metrô, o SIMERJ participou ostensivamente de uma campanha contra a chamada Nova Linha 2. O resultado foi a demissão do diretor de base, França. Mais uma vez a empresa retaliou aqueles que se mostram contrários à prática nefasta de lucro acima de tudo. Isso não é novidade nessa gestão, cujo presidente, José Gustavo de Souza Costa, sempre se pautou por condutas antissindicais, afinal, esse é o 4º dirigente sindical demitido.
Fonte: Fenametro
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